GÊNERO E ESPORTE EM CONTEXTOS RURAIS: reprodução de estereótipos e possibilidades de transformação na educação físicaescolar
DOI:
https://doi.org/10.62556/ah7k9c35Palavras-chave:
Gênero, Esporte, Educação Física, Contexto ruralResumo
Este artigo investiga a relação entre gênero e esporte em uma escola rural de Minas Gerais, analisando como as normas de gênero são reproduzidas e contestadas nas práticas esportivas de crianças de 6 a 10 anos. Tais normas alinham-se às expectativas sociais e culturais que atribuem características e comportamentos específicos a meninos e meninas, como a construção de que futebol é um esporte masculino e dança é uma atividade feminina. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou observação participante, grupos focais e entrevistas semiestruturadas com crianças, professores e familiares. Os dados foram analisados à luz de referenciais teóricos como Bourdieu (1999), Butler (1990) e Connell (1995), identificando três categorias principais: reprodução de estereótipos, influência da comunidade e resistências pontuais. Os resultados mostram que as crianças internalizam discursos como “meninas não sabem jogar bola” e “meninos não podem dançar”, refletindo uma ordem de gênero que limita suas experiências corporais. No entanto, práticas pedagógicas críticas e a agência das crianças abrem caminhos para a desconstrução desses estereótipos. Conclui-se que a aula de Educação Física pode ser um espaço de transformação social, desde que haja investimento em formação docente e políticas públicas que promovam a inclusão e a equidade de gênero.
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