A PERCEPÇÃO DE GESTORES SOBRE AVALIAÇÕES EXTERNAS: entre a política e o cotidiano escolar em um município do sul de Minas
DOI:
https://doi.org/10.62556/brvyeb94Palavras-chave:
Avaliações Externas. Gestão Escolar. Políticas Públicas. SAEB. SIMAVE.Resumo
Este artigo investiga a percepção de diretores e supervisores de um município do sul de Minas Gerais sobre o impacto e a importância das avaliações externas, com foco no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e no Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (SIMAVE). A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou entrevistas semiestruturadas e grupos focais com gestores escolares, buscando analisar como as políticas de avaliação são interpretadas e ressignificadas no contexto local. Os dados, analisados à luz de referenciais teóricos como os de Afonso (2009), Ball (2012) e Horta Neto (2018), revelam um entendimento, por vezes, superficial das políticas públicas educacionais, com as avaliações sendo frequentemente reduzidas a instrumentos de ranqueamento e cobrança por resultados. Os achados indicam que a ausência de formação continuada e a pressão por metas contribuem para uma apropriação limitada dos dados, distanciando o potencial diagnóstico das avaliações da prática pedagógica cotidiana. Conclui-se que, para as avaliações externas se tornarem ferramentas efetivas de transformação, é imperativo o investimento em formação para os gestores e a criação de uma cultura de avaliação que transcenda a lógica da responsabilização e do controle.
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